Zaffari quer ter metade da sua receita em shoppings

29/03/2010

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A rede supermercadista gaúcha Zaffari anunciou que investirá cerca de R$ 250 milhões este ano, valor 25% maior que o do ano passado. A maior parte será aplicada na construção de um novo shopping center em Porto Alegre (RS), o Bourbon Shopping Wallig, que, quando estiver concluído, no segundo semestre de 2011, elevará para 50% da receita líquida do grupo a participação das operações de shoppings.
O Bourbon Shopping Wallig, que começou a ser construído no fim do ano passado, receberá investimentos totais de R$ 270 milhões, com recursos próprios. Cerca de R$ 20 milhões serão aplicados nas obras viárias e de infraestrutura ao redor do edifício. O shopping terá 45.600 metros quadrados de área bruta locável (ABL) e contará com um hipermercado Zaffari e 220 lojas. A empresa afirma que 65% dos espaços já foram locados. Em uma segunda fase, o empreendimento será transformado em um shopping multiuso, com a incorporação de um prédio de escritórios, um centro de convenções ou um teatro (ainda não há definição a respeito).

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Onodera inaugura nova clínica no bairro Ipiranga, a 48ª unidade da rede no Brasil

29/03/2010

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A rede Onodera inaugurou na quarta-feira, dia 24/3, mais uma unidade na capital paulista, no bairro Ipiranga. É a 20ª da cidade, a 38ª no estado de São Paulo, a 48ª em todo o Brasil. “O bairro atende muito bem a nossas expectativas. Foi muito bem avaliado no nosso estudo para a escolha do ponto. Estamos otimistas e felizes com a nossa chegada”, diz Edna Onodera, que abriu a primeira clínica da rede há 29 anos, no bairro da Aclimação, zona centro-sul paulistana.

A Onodera é a mais tradicional rede de clínicas de estética do país. “Quando comecei, ocupando um pequeno espaço na academia de judô do meu marido, que era técnico da seleção brasileira de judô, eu não imaginava crescer tanto assim. Naquela época, as mulheres não eram tão independentes financeiramente e por isso não se dedicavam com tanta facilidade a esses desafios. Tampouco havia essa preocupação com o bem-estar, como acontece nos dias de hoje”, explica Edna.

Para se firmar no mercado de beleza feminina, a empresária sempre se pautou em oferecer atendimento personalizado às clientes, com uma equipe de profissionais capacitados e uma variedade de tratamentos eficazes. “Temos um Centro de Pesquisas para testar as novidades, estudar como é possível aprimorar os resultados, criar um diferencial”, conta. A marca também é reconhecida por trazer ao Brasil modernos aparelhos, de última geração, com eficácia já comprovada lá fora.

A grande expansão da marca se deu a partir do ano 2000, quando a empresária aderiu ao sistema de franchising. Hoje, além de São Paulo, a rede também conta com franqueados em outros 9 estados brasileiros: Sergipe, Pará, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul (com duas unidades) e Rio de Janeiro. O próximo a receber uma nova unidade será o Espírito Santo, na capital Vitória.

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Insinuante e Ricardo Eletro criam nova gigante do varejo

29/03/2010

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A REDE DE ELETRODOMÉSTICOS E MÓVEIS CRIADA COM A FUSÃO DEVE SER MAIOR DO QUE O MAGAZINE LUIZA, HOJE O 2º COLOCADO NO SETOR, ATRÁS DE PÃO DE AÇÚCAR/CASAS BAHIA.
JUNTAS, REDES TERÃO 480 LOJAS ESPALHADAS EM 17 ESTADOS DO PAÍS; CONTROLE SERÁ MEIO A MEIO E NOVO PRESIDENTE SERÁ RICARDO NUNES, DA ELETRO .

As redes de móveis e eletrodomésticos Insinuante, da Bahia, e Ricardo Eletro, de Minas Gerais, devem anunciar entre hoje e amanhã a união de suas operações. Juntas, as empresas devem ampliar seus negócios no Nordeste, no Rio de Janeiro e no interior de São Paulo.A nova empresa terá 480 lojas espalhadas em 17 Estados do país. Com faturamento de R$ 4,6 bilhões anuais, a Insinuante/Ricardo Eletro deverá ser maior do que o Magazine Luiza (faturamento de R$ 3,8 bilhões no ano passado), que ocupa a segunda colocação no ranking do varejo no país, atrás de Pão de Açúcar/Casas Bahia.

O controle deverá ser dividido entre as duas redes -cada uma possuirá 50% de participação. Ricardo Nunes, dono da Ricardo Eletro, deve comandar a nova companhia. Luis Carlos Batista, da Insinuante, fica no conselho de administração.No ano passado, Nunes disse que seu objetivo era consolidar e não vender a empresa. A rede montou um centro de distribuição em São Paulo e previa abrir mais 50 lojas no interior do Rio de Janeiro em 2010. O faturamento da rede no ano passado foi da ordem de R$ 2,1 bilhões, o que representou um aumento de 28% sobre 2008.

A decisão de fundir as duas redes ocorreu após o negócio entre o grupo Pão de Açúcar e as Casas Bahia no ano passado. Parceira do BTG Pactual, de André Esteves, a Insinuante foi uma das finalistas para a compra das Casas Bahia.Fundada em 1959 em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, a Insinuante, que começou suas operações com o comércio de calçados, tem cerca de 220 lojas.

A Ricardo Eletro, fundada em 1989 em Divinópolis (MG) pelos irmãos Ricardo e Rodrigo Nunes, possui cerca de 240 lojas no país e emprega cerca de 8.000 pessoas.

A concentração no varejo, principalmente após o negócio entre Pão de Açúcar e Casas Bahia, estimula a fusão de redes menores, segundo consultores de varejo. A indústria é contrária ao movimento porque perde poder de negociação e fica nas mãos de grandes clientes.

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Expansão Elementais

26/03/2010

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Agências de intercâmbio buscam novos públicos

26/03/2010

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O turismo de intercâmbio, que no mundo já movimenta cerca de US$ 10 bilhões por ano, segundo a associação brasileira do setor (Belta), busca diversificar seus produtos para manter o crescimento do setor registrado em 2009, quando o número de viajantes teve expansão de 15% em relação a 2008, ou de um total de 120 mil para 138 mil.

"Em 2010, o setor está mais aquecido, com grande procura, e o dólar está com o patamar um pouco mais alto, mas não afetando a demanda para estudos no

exterior", afirma a presidente da Belta, Maura Leão.

Ela conta que entre algumas das estratégias das empresas do setor, desenvolvidas desde o ano passado, está o aumento da oferta de vagas de trabalho no exterior e programas de intercâmbio para pessoas com mais de 50 anos de idade.

O Student Travel Bureau (STB), a maior empresa do setor, só no último trimestre de 2009 registrou crescimento de 50% no seu resultado, ante igual período de 2008. Para 2010, a empresa quer crescer 50%. "As projeções indicam que a demanda continuará em alta na área de Educação Internacional em 2010, principalmente pelo jovem profissional. Para isso, o STB investirá na comunicação com esse público por meio de ações segmentadas para o mercado corporativo e marketing direto", afirma a vice-presidente do STB, Santuza Paolucci Nogueira Bicalho.

O STB está montando uma equipe para ampliar sua atuação na oferta de cursos de orientação de carreira no exterior, segmento que teve queda de 50% em 2009 por causa da crise mundial. A ideia, diz Santuza, é contratar estudantes do último ano de administração ou psicologia focados em recursos humanos.

O objetivo é acompanhar estudantes inscritos em programas que oferecem vagas de emprego nos Estados Unidos. Na volta ao Brasil, eles serão avaliados e recomendados para vagas em companhias brasileiras. "A proposta é a de oferecer um serviço estruturado de recomendação de jovens profissionais para empresas que buscam recursos humanos fluentes em inglês e com experiência internacional", diz Santuza.

A CI, por sua vez, vai investir na expansão do número de lojas, com previsão de abertura de mais 40 unidades este ano, sendo que até quatro serão franquias. Em número de viajantes, a empresa estima crescimento de 40% em relação aos 35 mil estudantes de 2009. "Está crescendo muito a demanda de jovens que trocam as viagens de lazer por agências especializadas em programas de intercâmbio", afirma o diretor da CI, Celso Garcia.

 

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A tigela de todos os mundos

26/03/2010

 

imageAçaí na tigela é um típico lanche dos trópicos, não é? Não mais. A Frooty Açaí, por meio de seu representante na Austrália, passa a vender para a República Tcheca mesmo num cenário de neve. Nesses mercados gelados eles estão chegando com a marca Amazon Power. Estrear em novos mercados é uma forma de compensar a queda nas vendas nos Estados Unidos, onde estão trocando de representante. "Exportávamos 10% da produção, e estamos em 2%. Então, vamos abrir novos países. Mas, de qualquer forma, compensamos este resultado com o crescimento interno de 70% no ano passado", diz Marcelo Cesana, sócio da Frooty Açaí. Com sede em São Paulo, a Frooty quer ter cobertura cada vez mais nacional. O único impeditivo vai ser solucionado este semestre, quando inauguram a nova fábrica em Jundiaí. "Trabalhava em capacidade máxima com 25 toneladas/dia. Agora, com a nova estrutura, vamos chegar a 40 toneladas/dia e poder atender a demanda de novos estados." Só em fevereiro, o crescimento das vendas internas foi de 78%. "O mercado está aquecido. E, ao mesmo tempo, colocamos recentemente representantes em Florianópolis e Vitória, o que já impactou nos resultados." Outro fator que acelerou a expansão da Frooty foi que outros públicos provaram o poder da fruta. "A classe C descobriu o açaí." E para não deixar ninguém de fora da tigela, Cesana anuncia que a nova fábrica será completamente kosher.

 

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Altar sem poliéster

26/03/2010

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Na Espanha é comum que no convite de casamento venha o número da conta dos noivos. Em geral, os convidados depositam o equivalente ao custo individual do bufê. No Oriente Médio, os homens da família da noiva ganham dinheiro em espécie, uma forma do noivo mostrar seu apreço pelo clã. A grife catalã Rosa Clará vem recolhendo as particularidades do mercado de nubentes pelo mundo. Em especial porque começou seu processo de internacionalização. Hoje, está em 46 países em multimarcas e também com 40 franquias monomarcas também com sua etiqueta mais acessível, a Aire. Agora finca sua bandeira no Brasil, com uma loja em São Paulo, e com planos de abrir uma no Rio, no próximo ano. "Mesmo com a crise as pessoas continuam com os rituais de casamento e nosso plano de expansão segue firme com 30 novas lojas este ano e 15 em lojas de departamento", explica Elena Teindas, superintendente e responsável pelo projeto de internacionalização da marca. Segundo ela, a grife cresceu 15% em vendas em 2009 faturando € 60 milhões e a previsão é chegar a € 66 milhões este ano. "Temos 60 lojas na Espanha, sendo apenas quatro próprias. Não tivemos queda, nem registramos a preferência de produtos de menor valor no período." Mesmo assim, é "estratégico para a empresa ganhar novos mercados", sempre por meio de franquias. Além do Brasil, eles vão abrir mais unidades no México, Oriente Médio e estrear nos Estados Unidos. "Por enquanto, não queremos entrar na China, Índia e Rússia. São mercados muito diferentes e que merecem ser melhor estudados antes." Outra frente é dobrar a participação dos trajes de festas, que hoje respondem por 15% dos negócios. "Queremos vestir todo o altar e não só a noiva. Além disso, como temos uma grife de moda antes de tudo, vamos fortalecer nossa presença junto a celebridades. " E isso inclui o Oscar? " Por que não?" Mas não é muita concorrência? "Hay que luchar y seguir adelante."

Criada há 15 anos em Barcelona pela estilista Rosa Clará, a marca se denomina a "pioneira no mercado de moda nupcial de luxo." Desde o início, a Rosa Clará estabeleceu sua conexão com a moda, para não ser uma marca banal de vestidos rendados. A fundadora e mais vinte designers desenham 70 novos modelos por coleção. Hoje, por exemplo, são onze coleções por ano. Além das grife Rosa Clará e de uma segunda linha, a Two, eles ainda têm a Aire. Também têm etiquetas específicas para multimarcas e para lojas de departamentos. Isso sem falar que são os responsáveis pelos vestidos de noiva das grifes Karl Lagerfeld, Christian Dior, Cristhian Lacroix e Jesus Del Pozo. Só de costureiras a empresa reúne mais de mil , entre empregados diretos e indiretos. Um vestido demora doze semanas para ficar pronto e envolve a participação de vinte pessoas em seu processo.

O representante no país da Rosa Clará é o empresário Lucas Anderi. O moço trabalhou em soft opening por seis meses para testar o potencial da marca antes de abrir a loja nos Jardins. Ele já representa no país a grife francesa de noivas, Cymbeline, e está nesse mercado há 12 anos. Os vestidos da Rosa Clará custam aqui, em média, R$ 12 mil. "Pago 95% de impostos. Por isso, esse preço. Mas se você considerar que na avenida Rebouças, que chamo de nova São Caetano, um primeiro aluguel de vestido está em R$ 9 mil, não estamos tão caros assim. Na Rosa Clará os tecidos são franceses ou italianos, e não entra nem poliéster, nem cetim."

 

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