Múltipla Visualização – Óticas Carol

Até o fim do ano as óticas Carol devem chegar a 310 unidades. Hoje, são 255, sendo 18 próprias e 237 franquias. O surpreendente é que Marcos Amaro, presidente da holding Amaro Participações e dono de 80% da rede desde 2008, mesmo com uma reformulação recente das unidades, quer que todas passem a ter um projeto arquitetônico sustentável. Filósofo de formação, o moço mantém um blog em que pretende reunir o “pensamento múltiplo e contemporâneo”. E com o “espírito livre” para se inspirar, admite que a paternidade – seu filho tem 10 meses – ampliou sua perspectiva sobre o mundo, e sua preocupação com o ambiente. Mas, é claro, além da questão de princípios, está a mercadológica. “Estamos desenvolvendo um piloto e vamos lançá-lo ainda este ano. Quero que a rede Carol seja associada a esse conceito de sustentabilidade. É importante criar uma diferenciação nesse mercado, mas vamos ter de conseguir a adesão dos franqueados.” A rede deve faturar este ano R$ 240 milhões.

Sua mais recente criação é a Opart. Uma ótica de luxo focada em óculos de sol e acessórios, numa ambientação que privilegia, como diz o nome, a arte óptica. A motivação está sugerida no que Amaro defende em seu blog: “todos preceitos morais devem ser contestados. E restabelecidos através da arte: que é imutável e instável.” No fim do ano passado ele inaugurou a primeira loja-conceito na Oscar Freire com concepção da W/Brasil e projeto de Ruy Ohtake . “Agora ele (Ruy) concordou em assinar as outras quatro Opart que vamos abrir este ano.” A próxima será também em São Paulo, no shopping Pátio Higienópolis. A primeira envolveu um investimento de R$ 3 milhões, e as próximas, com metragem menor, vão consumir, em média, R$ 1 milhão cada. Entre as marcas que trabalha na loja com exclusividade estão Salvatore Ferragamo, Burberry, Persol e a mais recente, Oliver Peoples. “Estamos negociando com a Dsquared também.” A marca que mais tem atraído os consumidores, no entanto, é a argentina Absurda.

O animado filho do comandante Rolim Amaro trabalha ainda no desenvolvimento de uma linha de óculos com a marca Opart. “Vamos chamar um grupo de notáveis para desenvolver os modelos e fabricar com nossos parceiros que já fazem as marcas próprias da Carol, como NK e Lorrane, e as licenciadas TNG e Hang Loose .” Ainda que a Carol e a Opart sejam duas empresas independentes, diz Amaro, há uma sinergia entre elas. “As negociações com os fornecedores, pela escala, acabam por beneficiar as duas.”

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