Altar sem poliéster

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Na Espanha é comum que no convite de casamento venha o número da conta dos noivos. Em geral, os convidados depositam o equivalente ao custo individual do bufê. No Oriente Médio, os homens da família da noiva ganham dinheiro em espécie, uma forma do noivo mostrar seu apreço pelo clã. A grife catalã Rosa Clará vem recolhendo as particularidades do mercado de nubentes pelo mundo. Em especial porque começou seu processo de internacionalização. Hoje, está em 46 países em multimarcas e também com 40 franquias monomarcas também com sua etiqueta mais acessível, a Aire. Agora finca sua bandeira no Brasil, com uma loja em São Paulo, e com planos de abrir uma no Rio, no próximo ano. "Mesmo com a crise as pessoas continuam com os rituais de casamento e nosso plano de expansão segue firme com 30 novas lojas este ano e 15 em lojas de departamento", explica Elena Teindas, superintendente e responsável pelo projeto de internacionalização da marca. Segundo ela, a grife cresceu 15% em vendas em 2009 faturando € 60 milhões e a previsão é chegar a € 66 milhões este ano. "Temos 60 lojas na Espanha, sendo apenas quatro próprias. Não tivemos queda, nem registramos a preferência de produtos de menor valor no período." Mesmo assim, é "estratégico para a empresa ganhar novos mercados", sempre por meio de franquias. Além do Brasil, eles vão abrir mais unidades no México, Oriente Médio e estrear nos Estados Unidos. "Por enquanto, não queremos entrar na China, Índia e Rússia. São mercados muito diferentes e que merecem ser melhor estudados antes." Outra frente é dobrar a participação dos trajes de festas, que hoje respondem por 15% dos negócios. "Queremos vestir todo o altar e não só a noiva. Além disso, como temos uma grife de moda antes de tudo, vamos fortalecer nossa presença junto a celebridades. " E isso inclui o Oscar? " Por que não?" Mas não é muita concorrência? "Hay que luchar y seguir adelante."

Criada há 15 anos em Barcelona pela estilista Rosa Clará, a marca se denomina a "pioneira no mercado de moda nupcial de luxo." Desde o início, a Rosa Clará estabeleceu sua conexão com a moda, para não ser uma marca banal de vestidos rendados. A fundadora e mais vinte designers desenham 70 novos modelos por coleção. Hoje, por exemplo, são onze coleções por ano. Além das grife Rosa Clará e de uma segunda linha, a Two, eles ainda têm a Aire. Também têm etiquetas específicas para multimarcas e para lojas de departamentos. Isso sem falar que são os responsáveis pelos vestidos de noiva das grifes Karl Lagerfeld, Christian Dior, Cristhian Lacroix e Jesus Del Pozo. Só de costureiras a empresa reúne mais de mil , entre empregados diretos e indiretos. Um vestido demora doze semanas para ficar pronto e envolve a participação de vinte pessoas em seu processo.

O representante no país da Rosa Clará é o empresário Lucas Anderi. O moço trabalhou em soft opening por seis meses para testar o potencial da marca antes de abrir a loja nos Jardins. Ele já representa no país a grife francesa de noivas, Cymbeline, e está nesse mercado há 12 anos. Os vestidos da Rosa Clará custam aqui, em média, R$ 12 mil. "Pago 95% de impostos. Por isso, esse preço. Mas se você considerar que na avenida Rebouças, que chamo de nova São Caetano, um primeiro aluguel de vestido está em R$ 9 mil, não estamos tão caros assim. Na Rosa Clará os tecidos são franceses ou italianos, e não entra nem poliéster, nem cetim."

 

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