Sociedade pode ser caminho para crescer

image Enquanto tocava sozinha seu salão de beleza no município paulista de Caieiras, a cabeleireira Gislene Godoy Franco da Rocha, 32 anos, não tinha muito a comemorar. O negócio não ia mal, mas também não empolgava. “Minhas clientes gostavam de mim, do meu trabalho. Eu sabia cativar as pessoas. Mas o espaço era pequeno, um pouco longe do centro, e não havia muito como crescer ali”, conta.

Para decolar, Gislene percebeu que precisava de um salão maior. Também teria de oferecer mais serviços: estética corporal e facial eram pedidos frequentes das clientes. Mas embora quisesse expandir o negócio, ela sabia que não daria para investir assim, às cegas, sem saber se haveria clientela suficiente para pagar por seus serviços.

A resposta para seu problema apareceu por acaso. A esteticista de quem ela era cliente resolveu sair do emprego e Gislene viu ali a oportunidade de transformá-la em sua sócia — e assim conseguir os clientes e o dinheiro que faltava. Já faz um ano que a cabeleireira se juntou à Elizabete Evangelista Almeida, de 42 anos, para abrir o Estética Caieiras, um salão bem mais amplo e completo.

É difícil prever quando uma sociedade vai funcionar na prática — só quando começam a dividir o projeto, a rotina e o dinheiro, é que as pessoas realmente comprovam se têm compatibilidade ou não. Porém, dá para saber, de antemão, se a parceria é mesmo a melhor opção para o negócio. “A união só é indicada quando o sócio vai agregar clientes, capital ou conhecimento técnico à empresa. Caso contrário, é melhor seguir sozinho”, afirma Boris Hermanson, consultor do Sebrae-SP.

Hermanson arrisca dizer que, em alguns setores, a sociedade é quase obrigatória. “Empresas de tecnologia, por exemplo, em que há a necessidade de ter uma área técnica muito forte e uma área de vendas igualmente importante, costumam funcionar bem quando são comandadas por um sócio tecnicamente muito bom e um outro bom de vendas”, afirma.

O comportamento do sócio é tão importante que as redes de franquia, na hora de escolherem seus parceiros (os franqueados), utilizam uma metodologia detalhada para avaliar o perfil do candidato. “A pessoa precisa ser empreendedora, ter motivação, e ao mesmo tempo, ser maleável e saber ouvir”, afirma Marcos Hirai, diretor da Franchise Store, que comercializa 70 marcas de franquia.

Mas mesmo quando os sócios se dão bem, são complementares e possuem perfis compatíveis, é preciso deixar as regras muito claras para não haver problema. “No contrato social, deve estar especificada não só a parte que cada um tem da empresa como também as funções que vão exercer, as responsabilidades e a conduta a seguir em caso de divergência”, orienta Fernanda Nakada, especialista em direito empresarial do escritório Moreau & Balera Advogados.

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