A era do shopping center

Públicos de todas as classes sociais estão aderindo à busca por espaços que congreguem compras e convivência social. O setor de shoppings cresceu 7,74% no ano passado, com 766 empreendimentos em operação. O Ceará tem 24, mas ganhará outros 10 nos próximos anos

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O poder de consumo da população, a facilidade de crédito e a busca por conveniência se intensificaram nos últimos anos. A partir disso, públicos de várias classes sociais passaram a buscar espaços onde pudessem aliar compras e convivência social.

O setor de shoppings centers foi o mais beneficiado e experimentou um crescimento de 7,74% no ano passado na comparação com 2009. O País já conta com 766 shoppings em operação contra 711 em 2009, segundo dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). No Ceará, são 24, mas nos próximos anos em média 10 empreendimentos de grande porte deverão entrar em operação ou ser ampliados no Estado entre 2012 e 2014.

Entre anúncios oficiais e não oficiais, Fortaleza terá nos próximos anos novos centros comerciais nos bairros Parangaba, Papicu, Jacarecanga, Castelão, Jóquei Clube, Água Fria e Messejana. As cidades de interior também deverão ser beneficiadas com inaugurações ou ampliações, como Sobral, na zona norte do Estado.

“É um movimento natural que vem acontecendo. O poder aquisitivo da população tem crescido bastante e o consumo também”, analisou o presidente da Alshop Ceará, Abílio do Carmo.

Segundo ele, não só as classes A e B estão fazendo suas compras nos centros comerciais, mas também os públicos C, D e E estão experimentando as possibilidades que os espaços trazem.

Generalizado

O incremento na procura pelos espaços acontece em todo o País, de acordo com o diretor de relações institucionais da Alshop Nacional, Luís Augusto Ildefonso da Silva. A projeção é de que nos próximos quatro ou cinco anos, o País tenha uma média de 30 a 35 shoppings sendo inaugurados por ano. Se a tendência se confirmar, o incremento pode ser ainda maior nos anos seguintes e chegar a 40 inaugurações por ano.

Apesar de generalizado, o crescimento deverá ser mais intenso no Nordeste e no Centro Oeste. “O Brasil inteiro tem muito para crescer, mas Centro Oeste e Nordeste principalmente em virtude da densidade populacional aliada ao fato de que o poder de consumo dessa região como um todo melhorou e está gerando essa classe de consumo nova, sustentando o nosso mercado interno potencial”, explicou.

O Nordeste experimentou um crescimento de 7,56% no número de shoppings entre 2009 e 2010, com nove inaugurações. No sudeste, foram 22 novos empreendimentos (incremento de 5,80%).

Um dado positivo da pesquisa é que a participação do Sudeste em quantidade de empreendimentos caiu de 53,31% para 52,35% entre os dois anos. No mesmo período, o Nordeste apareceu com uma participação constante, passando de 16,74% para 16,71%. As próximas inaugurações, segundo Silva, deverão beneficiar bairros periféricos e contemplar públicos da classe C e D. “Os shoppings que serão abertos seguramente estarão atendendo devidamente a demanda”.

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