Jovem prefere abrir uma franquia a ser empregado

Fonte: Jornal da Tarde

O jovem brasileiro quer ter um negócio próprio e a franquia aparece como a opção mais segura de investimento. É o que mostra pesquisa feita pela Franchise Store sobre o perfil dos interessados nas franquias: 45% deles têm entre 21 e 30 anos. O número de 2011 indica que a intenção tem aumentado, já que em 2010 o índice era de 36%. O setor de alimentação é preferido para abertura do empreendimento.

Segundo a sócia-diretora da Franchise Store, Filomena Garcia, o número cada vez maior de jovens com a intenção de ser o próprio chefe pode ser explicado pelas características comuns às pessoas dessa faixa etária. Elas têm menos paciência para um plano de carreira formal e mais confiança em seu desempenho. “O jovem busca uma forma menos tradicional e mais rápida de crescimento”, destaca.

A pesquisa mostra ainda que 39% têm pouco dinheiro para investir: até R$ 10 mil. Porém, esse valor não se encaixa na grande maioria das opções de franquia. Entram então no leque de possibilidades as microfranquias, que requerem investimento de até R$ 50 mil. Esse segmento geralmente está relacionado à prestação de serviços, trabalho em casa e o próprio franqueado é o executor do serviço, explica André Friedheim, diretor da Francap, consultoria na área de franchising. “Mesmo que o interessado tente um empréstimo no banco, ele vai precisar oferecer garantias”, ressalta Friedheim.

Formado em publicidade e com pós-graduação em administração, Felipe Pollastrini, de 28 anos, resolveu investir há dois anos em uma franquia do Seletti, de culinária saudável. Ser dono do próprio negócio era um plano antigo. A insatisfação com um emprego de auditor ajudou a levar adiante a ideia. “Tinha um dinheiro disponível e minha família é de empresários. Decidi seguir o mesmo caminho.”

Ter o próprio negócio sempre motivou o gerente da área de empresas de um banco Fábio Nacaratto, de 30 anos. Formado em administração, ele cuidará de duas franquias da Risotto Mix nos shoppings de Piracicaba e Sumaré, ambos com inauguração em 2013. “Busquei uma opção mais sólida, com menor risco.”

O investimento de Aline Zagatto Lara Bove, de 28 anos, é uma unidade da Brou’ne em São José dos Campos. Formada em terapia ocupacional com pós-graduação, ela não se encontrou na área. “Vi que não tinha muito a ver comigo. Meu marido sempre falou de abrir uma franquia e decidimos investir.”

Para quem pretende entrar no ramo, o consultor do Sebrae-SP, Wlamir Bello, aconselha comparar a franquia com um negócio independente para avaliar. Apesar do risco ser menor, os padrões já são definidos o que reduz a autonomia do franqueado. E além do custo de abertura normal de uma empresa, há taxas da franquia.

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