Procura-se o franqueado certo

Redes de franquias estão cada vez mais exigentes na hora de escolher seu parceiro de negócio. Hoje, não basta apenas ter dinheiro

Como acertar na hora de escolher o franqueado? A resposta vale um milhão de dólares. E os franqueadores, cada vez mais exigentes, lançam mão de estratégias de recursos humanos, como análise de perfil, dinâmica de grupo e longas conversas com psicólogos, para encontrar o parceiro ideal. Afinal, dessa associação é que depende a expansão de uma rede de franquias. Um dos maiores desafios é alinhar as expectativas em relação ao desempenho do negócio. O franqueado, por exemplo, precisa avaliar se o candidato pode ser um bom parceiro. Afinal, não basta apenas comprar uma franquia para garantir a expansão do negócio. Longe disso. “É preciso colocar a barriga no balcão”, diz Mario Chady, presidente do grupo Trigo, que reúne as redes de alimentação Spoleto, Domino’s Pizza e Koni Store.

“Hoje, não basta que a pessoa tenha dinheiro, ela precisa estar comprometida.” O consultor Marcelo Cherto, presidente da consultoria Cherto, lembra da história de uma mulher que chegou com um carro Audi A8 blindado em uma grande rede de franquias e perguntou: “Aqui se vendem franquias? Eu quero duas.” Essa história não é um caso isolado. A rede de franquias Sorridents, a maior em número de consultórios odontológicos do País, com 140 unidades em 15 Estados do Brasil, utiliza uma série de ferramentas de seleção com base nas usadas pelos profissionais de recursos humanos para escolher seus franqueados. O primeiro passo é um questionário com 90 perguntas. “A partir daí, nossa diretora de RH traça o perfil do candidato”, diz Alexandre Sitta, diretor de novos negócios da Sorridents.

A palavra final sobre o candidato a franqueado será dado pela equipe de RH. Por exemplo, se for identificado que a pessoa é altamente empreendedora, ela pode ser eliminada. “Uma pessoa com este perfil não vai querer seguir as regras, algo fundamental numa franquia”, afirma Sitta. O executivo conta que havia um casal que iria vender a casa e juntar as economias para comprar uma franquia da Sorridents. Ao longo das entrevistas, a psicóloga percebeu que o casamento estava em crise e que aquela foi a maneira que eles encontraram para solucionar a questão. “Nós os desencorajamos e ainda apontamos qual era o problema”, afirma Sitta. “Descobrimos que, se não tomarmos conta da pessoa física, a pessoa jurídica não vai para a frente.”

Fonte: Isto É Dinheiro

Para saber mais sobre a Cherto Consultoria, clique aqui.

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