Procura-se o franqueado certo

02/07/2012

Redes de franquias estão cada vez mais exigentes na hora de escolher seu parceiro de negócio. Hoje, não basta apenas ter dinheiro

Como acertar na hora de escolher o franqueado? A resposta vale um milhão de dólares. E os franqueadores, cada vez mais exigentes, lançam mão de estratégias de recursos humanos, como análise de perfil, dinâmica de grupo e longas conversas com psicólogos, para encontrar o parceiro ideal. Afinal, dessa associação é que depende a expansão de uma rede de franquias. Um dos maiores desafios é alinhar as expectativas em relação ao desempenho do negócio. O franqueado, por exemplo, precisa avaliar se o candidato pode ser um bom parceiro. Afinal, não basta apenas comprar uma franquia para garantir a expansão do negócio. Longe disso. “É preciso colocar a barriga no balcão”, diz Mario Chady, presidente do grupo Trigo, que reúne as redes de alimentação Spoleto, Domino’s Pizza e Koni Store.

“Hoje, não basta que a pessoa tenha dinheiro, ela precisa estar comprometida.” O consultor Marcelo Cherto, presidente da consultoria Cherto, lembra da história de uma mulher que chegou com um carro Audi A8 blindado em uma grande rede de franquias e perguntou: “Aqui se vendem franquias? Eu quero duas.” Essa história não é um caso isolado. A rede de franquias Sorridents, a maior em número de consultórios odontológicos do País, com 140 unidades em 15 Estados do Brasil, utiliza uma série de ferramentas de seleção com base nas usadas pelos profissionais de recursos humanos para escolher seus franqueados. O primeiro passo é um questionário com 90 perguntas. “A partir daí, nossa diretora de RH traça o perfil do candidato”, diz Alexandre Sitta, diretor de novos negócios da Sorridents.

A palavra final sobre o candidato a franqueado será dado pela equipe de RH. Por exemplo, se for identificado que a pessoa é altamente empreendedora, ela pode ser eliminada. “Uma pessoa com este perfil não vai querer seguir as regras, algo fundamental numa franquia”, afirma Sitta. O executivo conta que havia um casal que iria vender a casa e juntar as economias para comprar uma franquia da Sorridents. Ao longo das entrevistas, a psicóloga percebeu que o casamento estava em crise e que aquela foi a maneira que eles encontraram para solucionar a questão. “Nós os desencorajamos e ainda apontamos qual era o problema”, afirma Sitta. “Descobrimos que, se não tomarmos conta da pessoa física, a pessoa jurídica não vai para a frente.”

Fonte: Isto É Dinheiro

Para saber mais sobre a Cherto Consultoria, clique aqui.


Franquia é opção para lucrar com a Copa do Mundo

13/03/2012

O sistema de franquias ganha destaque pelas facilidades conseguidas por grandes redes; turismo, câmbio e alimentação prometem faturar mais

As expectativas dos brasileiros com a proximidade de 2014, ano em que o país vai receber a Copa do Mundo, estão cada vez mais afloradas. No noticiário, é possível acompanhar, diariamente, o ritmo das obras dos estádios de futebol, as reuniões de responsáveis por pensar a logística do evento, bem como as discussões entre representantes do governo e a FIFA. Além da preparação das cidades, as grandes marcas também já traçam estratégias de marketing e de ampliação para se beneficiar do evento esportivo.

Embora as grande empresas apareçam mais nestes eventos, também há espaço para as pequenas empresas lucrarem. É preciso estar atento e ter planejamento. “Tem que focar no tipo de negócio certo, entender o momento. Não se pode perder a noção de que haverá grande movimento de pessoas dispostas a gastar, mas não vão comprar coisas que não fazem sentido. Ninguém comprará um relógio na porta do estádio, mas pode querer adquirir um óculos, ou camisetas, por exemplo”, explica Marcelo Cherto, consultor e presidente do grupo Cherto.

O especialista acredita que negócios montados com foco nos eventos vão permanecer ativos nos próximos anos. “Lógico que alguns serão fechados porque só se sustentam durante os eventos, como lojas abertas nas portas dos estádios de futebol”, diz Cherto. Segundo ele, haverá turistas estrangeiros, mas o grande movimento será de brasileiros de outros estados que irão para as regiões onde os eventos acontecerão. “O acesso das classes C e D ao mercado de consumo ainda tem muita lenha para queimar, até porque a expansão não é apenas de marcas sofisticadas, com apelos para a classe A.”

Franquias

Apesar das muitas possibilidades para os pequenos empreendedores, que podem pensar em diversas formas de explorar o momento, Cherto ressalta as franquias como a melhor opção para quem deseja entrar no mundo dos negócios neste período. “Faz mais sentido porque, em muitos casos, o empresário terá mais facilidade para colocar ponto de venda na hora e no local certo. No entanto, apesar de ser um negócio já estruturado, uma franquia só deve ser adquirida se oferecer algo que o empresário não consegue fazer sozinho pelo mesmo preço”, avalia o consultor.

Cherto ressalta três ramos de negócios que devem ser beneficiados pelas chances geradas no período: turismo, câmbio e alimentação. O consultor acredita que agências de viagem, hotéis, serviços de recepção, casa de câmbio e empresas de comida devem lucrar muito no período. “De forma indireta, todos acabam sendo beneficiados”, diz.

Um dos desafios dos novos negócios para a Copa é o ponto comercial. Especialistas em mercado imobiliário estimam um aumento de, pelo menos, 100% no valor dos aluguéis de estabelecimentos comerciais até os eventos esportivos. Essa questão, na visão de Marcelo Cherto, não permite desenhar claramente o cenário nos anos dos eventos. Segundo destaca, as grandes marcas apostarão em formatos diferentes de negócios. “Formas distintas como quiosques, lojas temporárias, lojas móveis, menores, que caibam em espaços inusitados como dentro de hotéis, estações de metrô ou pequenos shoppings e galerias têm surgido e muitas redes estão optando por isso”.

A diretora de serviços corporativos da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, Simone Santos, destaca que os preços devem se manter elevados. “Se quer visibilidade, vai ter que aceitar pagar por isso e, provavelmente, caro”, conclui Santos. Para SImone, é mais fácil conseguir um ponto através de franquias. “Grandes redes se favorecem até do ponto de vista de negociação de locais. O locatário sabe que a probabilidade de uma marca já conhecida se manter é maior”, explica.

De acordo com Simone Santos, nas regiões de comércio já consolidado deve haver uma manutenção dos preços cobrados. No entanto, alguns locais de mercado ainda em baixa serão diretamente atingidos. “Falando em Copa do Mundo, o Itaquerão, por exemplo, ainda tem uma margem forte de valorização, porque é um local extremamente carente em termos de marcas e lojas.”

Para a especialista em mercado imobiliário, a necessidade de driblar o patamar elevado de valorização das áreas mais tradicionais de loja de rua tem exigido do mercado a busca por novos locais. “Alternativa para suprir essa demanda tanto do espaço físico quanto do custo financeiro é desenvolver novas vias para poder encaixar uma nova demanda lá”, destaca Simone.

Outro problema a ser enfrentado por empreendedores é o apagão da mão de obra. Cherto afirma que encontrar gente qualificada para gerenciar e trabalhar está cada dia mais difícil. “Redes terão que encontrar gente gabaritada ou apostar na formação de profissionais”, afirma o consultor.

Ele lembra que a falta de capacitação profissional deve estimular iniciativas como a das redes de alimentação Bob’s e Habib’s. A primeira investe no treinamento dos funcionários, com cursos e aulas práticas de atendimento. Já a franqueadora de comida árabe apostou na criação da Universidade Habib’s, que ministra aulas de gestão, competências técnicas, desenvolvimento humano, entre outras.

Fonte: Portal Exame
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Brasileiro aprende a comprar e puxa vendas nas liquidações

26/01/2012

Diferentemente do passado, o consumidor gasta menos no Natal para aproveitar promoções de início de ano

Com suas necessidades básicas de consumo satisfeitas, o brasileiro agora começa a alcançar uma posição na qual pode planejar seus gastos. Isso inclui, por exemplo, esperar as liquidações de início de ano para comprar o que não precisa ser adquirido antes do Natal. E é aí que as vendas para acabar com os estoques também passam a ganhar importância para o comércio.

Essa maturidade na hora das compras só começa a ser alcançada pela sociedade, contudo, em razão da conjuntura positiva: há 32 trimestres consecutivos o país registra crescimento do consumo das famílias, sustentado pelo aumento da renda e pelo nível de emprego em alta. “O consumidor está mais crítico em relação aos gastos. Isso é resultado de um longo período consecutivo de recuperação do poder aquisitivo”, diz Alex Agostini, economista da Austin Rating.

E o ano começa com perspectivas bastante positivas para o consumo no Brasil. Com as contas razoavelmente controladas e o acesso ao crédito em alta, os consumidores ainda vão receber um bom dinheiro extra ao longo do primeiro trimestre: além da entrada em vigor em janeiro do novo salário mínimo (reajustado em R$ 77,00), os trabalhadores de diversas categorias, como metalúrgicos e gráficos, receberão valores altos referentes à participação nos lucros das empresas – que tem pagamento obrigatório até março.

A expectativa é que pelo menos R$ 50 bilhões sejam injetados na economia neste período, que tradicionalmente concentra pagamentos de tributos como IPVA, IPTU e matrículas escolares. “Esses valores são altos e trazem injeção grande de dinheiro à economia. O fato de o reajuste do mínimo já começar a vigorar em janeiro antecipa o movimento do consumo, diferentemente do que ocorre em anos nos quais o aumento só vem em abril ou maio”, diz Fernanda Della Rosa, assessora econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).

As liquidações do varejo-tradicionais nesta época do ano – também têm servido como impulso ao aumento dos gastos. Depois de um Natal com desempenho aquém do esperado pelos lojistas, as vendas são facilitadas nesse período para redução total dos estoques. Muitos comerciantes, aliás, já começam a adotar a estratégia de fixar parcelas de até R$ 69, ou seja, que caibam no bolso do consumidor que terá R$ 77 de aumento no salário.

E o desempenho do consumo dos brasileiros na primeira semana deste ano confirma essa perspectiva otimista. Os dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) apontam alta de 6,6% nas consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) no período. No fim de dezembro, o indicador apontava um crescimento de 1,7%.

“As liquidações, especialmente de eletroeletrônicos, puxaram esse bom desempenho no período”, diz Emílio Alfieri, economista da ACSP. Ele explica que a inflexão positiva do indicador de venda neste início de 2012 mostra trajetória contrária à registrada no começo de 2011, quando o SPC teve queda nos primeiros dias de janeiro, em relação a dezembro de 2010, passando de 11% para 8,8%.

Quem liquidou concorda: “Estamos otimistas porque a Liquidação Fantástica é sempre um termômetro de como será o primeiro trimestre do ano”, afirma o diretor de Marketing e Vendas do Magazine Luiza, Frederico Trajano. No ano passado, o evento superou as expectativas, que eram de crescer 10% em relação a 2010.



Fim da sazonalidade 



Outro reflexo que o bom desempenho das liquidações tem trazido é o fim da sazonalidade no varejo. “Acabou aquela história de que as coisas no Brasil só começavam a acontecer depois do carnaval”, diz Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto. “Também vale a estratégia de esticar as promoções e liquidações para além de janeiro”, completa Cherto.

Com essas mudanças, todo o varejo tem se reestruturado para buscar os clientes em qualquer época. “Vai vender bem quem for mais eficiente e tiver departamentos comerciais e de marketing bem estruturados”, afirma José Eduardo Amato Balian, professor de Economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

“Estamos otimistas porque a Liquidação Fantástica é sempre um termômetro de como será o primeiro trimestre do ano



Salário

48 milhões De brasileiros, em média, têm o salário mínimo como referência de pagamento e receberão reajuste de R$ 77 a partir do início de fevereiro.

Recursos

R$ 50 bi É a expectativa de injeção de recursos na economia em razão do reajuste do salário mínimo. Parte disso vai para o pagamento de dívida e parte para o consumo.

Varejo

4% Do total do faturamento do varejo é o que representam os R$ 50 bilhões que entrarão na economia em razão do reajuste do mínimo a partir de fevereiro.

Ganho real

7% É o cálculo de aumento real que correspondem ao reajuste de 14% no salário mínimo, considerando a inflação de 6,5% no ano, que reduz o poder de compra.

Fonte: Brasil Econômico – 12/01/2012

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México na esteira

24/01/2012

Fachada da Franchise Store MéxicoNossa classe média não é a única disposta a comprometer o salário para tentar manter-se em forma. Depois de dois anos em atividade, a Smart Fit, modelo econômico de academias do grupo Bio Ritmo, com mensalidade de R$ 49, chega a 36 unidades no Brasil, inaugura as duas primeiras no México e planeja multiplicar-se pela América Latina.

A expansão internacional da nova marca é resultado de uma parceria com a Sport City, rede mexicana de academias premium com 46 unidades e faturamento anual de US$ 200 milhões. A Bio Ritmo tem receita anual de US$ 70 milhões e 26 academias com a bandeira que leva seu nome. Em março do ano passado, Edgard Corona, CEO da Bio Ritmo, foi à principal feira do setor, em Los Angeles, decidido a fazer negócio com seu modelo de academia “low cost”.

A Smart Fit, ele afirma, tem uma margem pequena, precisa ter volume para gerar lucro. Carlos Gomez Andonaegui, CEO da Sport City, conta que, na época, já estudava lançar um modelo de “gimnasio” mais barato para explorar o potencial da classe média mexicana como mercado consumidor de produtos de fitness.

A Latamgym, empresa encarregada de propulsionar o crescimento da Smart Fit no México e na América Latina, surgiu no ano passado como resultado dessa complementaridade de interesses. A companhia tem sede no México e gestão compartilhada entre Bio Ritmo e Sport City. Segundo Corona, a marca deve, a partir da plataforma brasileira, chegar ao Chile nos próximos anos.

A base mexicana ficará encarregada da expansão pela região que compreende Colômbia e Guatemala. O modelo da Smart Fit se baseia em uma operação enxuta e de fácil replicação. As academias não têm aulas coletivas nem piscina, apenas sala de musculação. Cada unidade comporta cerca de três mil usuários. A inscrição de novos alunos pode ser feita pela internet e os instrutores dão atendimento personalizado apenas em horário agendado. A ambientação e os aparelhos são semelhantes aos das unidades premium. Aqui e no exterior, as academias são idênticas. “Parece que você não saiu do Brasil”, brinca Gomez. Com as inaugurações previstas para este ano – 24 aqui e 12 no México – a Smart Fit somará 74 unidades.

A Sport City faz parte do grupo Martí, dono da rede de lojas departamento Deportes Martí, com 200 unidades no México. Juntas, as duas geraram US$ 450 milhões em vendas em 2011. Alejandro Martí, fundador da empresa, afastou-se da companhia em 2008, quando seu filho de 14 anos fora sequestrado e assassinado. Desde então, ele tem se dedicado à militância contra o crime organizado.

As redes de academia brasileiras oferecem um tipo de serviço único e que é muito valorizado no exterior, por isso suas franquias têm grande chance de sucesso, assim como as lojas de moda do porte de Havaianas, Richards e Arezzo, com design internacional e forte apelo para gringos. Essa é a opinião do sócio-fundador do Grupo Cherto, Marcelo Cherto, que aponta os dois setores como apostas para o México, onde a empresa faz sua primeira investida com a Franchise Store, loja de franquias pioneira no mercado.

A empresa atraiu os olhares da consultoria de franquias Feher&Feher, a maior do México. Para não “atropelar” os colegas brasileiros, os mexicanos propuseram a Cherto e seus sócios uma parceria para a abertura da Franchise Store na Cidade do México. O primeiro escritório acaba de ser inaugurado, com investimento de US$ 110 mil.

“O plano inicial de expansão era no Rio de Janeiro, mas o custo do imóvel lá inviabilizou a ideia”, diz Cherto. O escritório começa com 20 funcionários e 110 marcas mexicanas no cardápio. A expectativa é chegar ao fim de 2012 com 200 negócios fechados. “Vamos trabalhar com marcas do Brasil que queiram entrar no México e vice-versa”, conta Cherto. A meta é que o braço internacional represente 25% do faturamento total em cinco anos. Depois de consolidada a parceria com a Feher&Feher, o objetivo é levar a Franchise Store a países como Colômbia, Chile, Peru e Equador.

Fonte: Valor Econômico

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Marcelo Cherto – oportunidades no mercado de franquias

13/01/2012

Marcelo Cherto, diretor da Franchise Store e presidente da Cherto Consultoria, em entrevista para ATITUDE BR fala sobre as oportunidades e tendências do mercado de franquias para os próximos anos. Confira!

 

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Ouça a entrevista de Marcelo Cherto no programa Papo de Líder

06/12/2011

Confira na íntegra a participação de Marcelo Cherto no programa Papo de Líder, conduzido por Eugênio Mussak na Rádio Estadão ESPN. Na entrevista, que foi ao ar no dia 3/12/2011, Marcelo fala sobre empreendedorismo, liderança, franquias e o mercado brasileiro.

Eugênio Mussak – Papo de Líder

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Dependência de franquias é cada vez maior

05/12/2011

Nunca as redes de franquias precisaram tanto dos shopping centers, e vice-versa, para colocar em prática seus planos de expansão. Comodidade, segurança, conforto e estacionamento oferecidos pelos centros de compras aos consumidores tornaram esses espaços cada vez mais cobiçados pelas franqueadoras, principalmente as de fast-food, vestuário e calçados. E os empreendedores de shoppings, por sua vez, precisam de marcas fortes, conhecidas, consolidadas – as chamadas âncoras, até para que funcionem como chamariz de público para os empreendimentos.

Nos próximos quatro anos, a expectativa é que 70 novos shoppings serão inaugurados no Brasil. Cada shopping possui em média cerca de 120 lojas. As franquias chegam a representar até 50% das lojas de shoppings. A expectativa é que esse percentual suba para 75% daqui a cinco anos, segundo especialistas em franchising. No setor de fast-food, as franquias já correspondem a 75% das lojas instaladas nas praças de alimentação. Nos shoppings novos, as franquias chegam a participar com 70%. “A importância é dos dois lados. Os shoppings estão ligados às franquias e vice-versa, com a expansão dos dois setores”, afirma Ricardo Bomeny, presidente da Associação Brasileira de Franquias (ABF).

O movimento de concentração de shoppings, o que significa mais shoppings sob a administração de um número menor de empresas, também estimulou o contato entre administradores de shoppings e de franquias. Essa aproximação entre os dois setores fica cada vez mais evidente nos eventos que realizam. Na feira da ABF deste ano, empresas de shoppings estavam presentes, com seus estandes. Na feira de shoppings, redes de franquias já anunciavam as novas lojas em novos empreendimentos.

“A concentração de empresas que ocorreu nos setores de bancos, supermercados e farmácias está acontecendo no setor de shoppings centers, que está cada vez mais profissional, o que leva também à expansão das franquias”, afirma Marcelo Cherto, presidente do grupo Cherto.

O fato é que os dois setores estão vivendo um dos melhores momentos no país e desejam crescer um com o apoio do outro, segundo especialistas. A Ancar Ivanhoe, empreendedora e gestora de shoppings, que administra 16 empreendimentos no Brasil, informa que as franquias são cada vez mais representativas em seus negócios e opção para quem quer abrir uma loja.

“As franquias, como já possuem marcas consolidadas, acabam sendo também as mais preferidas pelos lojistas, até porque os riscos do negócio são menores”, afirma Felipe Furtado, diretor comercial da Ancar Ivanhoe. As empresas de shoppings, por sua vez, definem cada vez mais as marcas que querem ter em seus novos empreendimentos. “Um shopping é planejado hoje em cima de marcas. É por isso que há interesse nas franquias e vice-versa. Cada vez mais os shoppings querem negociar com as redes de franquia, e não de forma isolada. E as perspectivas são as melhores possíveis, já que o varejo brasileiro é um dos que mais crescem no mundo”, afirma Cherto.

Existem hoje cerca de 2.000 marcas franqueadas no país e a expectativa para 2012 é de crescimento de 8% sobre esse número. O faturamento dessas franquias deve atingir R$ 86 bilhões neste ano. A previsão é chegar a R$ 100 bilhões no ano que vem, segundo levantamento da ABF.

“A entrada de milhões de brasileiros para o mercado de consumo estimulou as empresas de shoppings e as franquias, que estão também cada vez mais profissionalizadas”, afirma Jaimes Almeida Junior, CEO da Westfield Almeida Junior, com cinco shoppings em Santa Catarina.

A associação do grupo australiano Westfield com a brasileira Almeida Junior, em agosto último, vai levar a empresa a crescer também fora de Santa Catarina. Dois projetos estão em desenvolvimento em São Paulo, um na Grande Porto Alegre (RS) e outro no Nordeste do Brasil. Almeida Junior diz que as franquias são tão importantes para esses novos projetos que a empresa está criando uma área exclusiva para atendê-las.

fonte: Valor Econômico

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