“O futuro do luxo no Brasil está no crescimento da classe C”

25/08/2011

Para Carlos Ferreirinha, reconhecido como o maior especialista em mercado de luxo no país, as empresas que se dispuserem a educar esse novo consumidor colherão bons resultados em médio e longo prazos

Por Soraia Yoshida

Daniel Kfouri

Carlos Ferreirinha, o criador da ATUALUXO, a primeira conferência de gestão de luxo no país

Carlos Ferreirinha é um homem prático. Elegante, sem ser esnobe, ele preza pelo contato direto, mas com uma agenda em que tempo é uma commodity preciosa, ele se equilibra entre viagens, reuniões e cursos. Ferreirinha realizou em maio a ATUALUXO Brasil 2011, a primeira conferência sobre gestão de luxo do país, seguida por um curso para empresários e executivos em São Paulo. Apontado como o maior especialista em mercado de luxo no país, Ferreirinha é o primeiro nome na lista de consultores das empresas estrangeiras com planos de se instalar e se expandir no Brasil. Entre janeiro do ano passado e maio deste ano, sua agenda registra mais de 20 reuniões com executivos de grandes companhias e conglomerados do setor que buscam a resposta a uma pergunta: Qual é o melhor momento para investir no Brasil?

"Eu sempre digo: não espere o melhor momento. Comece agora". Esse timing, aliado a um conhecimento profundo do perfil do consumidor nacional, valeu um lugar de destaque a sua consultoria, a MCF. Em parceria com a GfK, a MCF publica anualmente um estudo sobre os números do luxo no Brasil. E que números. Em 2010, os brasileiros gastaram cerca de R$ 15,73 bilhões em artigos de luxo – na média, é como se cada brasileiro tivesse gasto R$ 4.710 por mês. O setor, porém, está restrito a 2,5% da população. Mas isso está mudando. “A classe média voltou a liderar o consumo, o que é um fenômeno recente, de dois, três anos para cá. Mas é aí que reside o futuro do mercado de luxo no Brasil”.

Ex-presidente da Louis Vuitton Brasil, há dez anos iniciou carreira como consultor. Também ajudou a fundar a Abrael – Associação Brasileira das Empresas de Luxo. “O mercado brasileiro é muito promissor. As grandes marcas lá fora estão recebendo brasileiros em suas operações como nunca. O maior concorrente da Tiffany’s em São Paulo é a Tiffany’s em Nova York.”

Como você definiria o mercado de luxo no Brasil?
O Brasil é um mercado promissor para o qual todo mundo olha no segmento de luxo. É também um país muito jovem. Vamos chegar a 2020 com faixa etária média de 34 anos de idade. Na Europa, é quase o dobro. Então, nós estamos entregando uma possibilidade de consumo muito jovial que deve se perpetuar nesses próximos anos. Mas é importante dizer: é um mercado promissor em longo e médio prazos. O que nós fizemos até agora foi a sedimentação muito incipiente e ainda muito embrionária do que ele pode ser.

Leia a entrevista completa no portal Época Negócios:

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI244135-18055,00-O+FUTURO+DO+LUXO+NO+BRASIL+RESIDE+NO+CRESCIMENTO+DA+CLASSE+C.html

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Franchise Store divulga seu novo calendário de eventos

17/02/2010

Com o sucesso das apresentações especiais realizadas no ano passado, apresentamos nosso novo calendário de eventos.

Não perca esta oportunidade de conhecer melhor o mercado de franquias e as marcas que você encontra na Franchise Store.

Confira abaixo as datas dos próximos eventos e reserve já a data em sua agenda!

25/02 – Apresentação especial Tacontento

Conheça a Tacontento, um novo conceito em franquias de alimentação


03/03 – Franquias de até R$150mil

As melhores oportunidades do mercado de franquias com investimento mínimo de até R$150 mil, conheça melhor as marcas:
Jardim Espresso, Mr. Mix, Planet Chokolate, Nutty Bavarian, Mr. Pretzels, Alps, CNA, ERA, Farmais, Flashop, Flytour, Hoken Store, Instituto Embelleze, Linha e Bainha, Mahogany, Microlins, Number One, People Computação, SKILL e Wizard.


17/03 – Franquias de Alimentação

Conheça melhor as marcas:
Bob’s, Bon Grillê, Domino’s Pizza, Griletto, Habib’s, Jardim Espresso, Koni Store, Mr. Mix, Mr. Pretzels, Nutty Bavarian, QG, Ragazzo, Seletti, Spoleto, Tacontento, Rizzo Gourmet, Yoggi e Planet Chokolate.


24/03 – Franquias de Acessórios, Calçados e Vestuário

Conheça melhor as marcas:
Andarella, City Shoes, Elementais, Flashop, Missbella, MMartan, Mr. Cat, Petit, Star Point, Swains e Ad Life Style


31/03 – Franquias de Educação

Conheça melhor as marcas:
Alps, CNA, Instituto da Costura, Instituto Embelleze, Microlins, Number One, People Computação e SKILL, Wizard


07/04 – Franquias de Saúde e Beleza

Conheça melhor as marcas:
CEI, Contours, Empório Body Store, Farmais, Fitness Together, Hoken Store, Mahogany, Onodera, Ortoceo, Ortodontic Center, Óticas Carol, Pelé Club, Sorridents e Uniorto.


14/04 – Franquias de Negócios e Serviços

Conheça melhor as marcas:
Alphagraphics, ERA, Fast Signs, Flytour, Linha e Bainha e Quality.

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Leia a nova coluna de Marcelo Cherto no site da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

19/10/2009

Como enfrentar a crise no setor de locação de filmes?
As locadores de vídeos e DVDs tradicionais vêm enfrentando problemas há tempos e tendem a desaparecer. Mas há algumas saídas

Como enfrentar a crise no setor de locação de filmes?

As locadores de vídeos e DVDs tradicionais vêm enfrentando problemas há tempos e tendem a desaparecer. Mas há algumas saídas.

Desde 1986 trabalho no ramo de locação de filmes – atualmente DVD – e já passamos por diversas crises, só que esta veio para acabar com tudo. Estamos enfrentando uma queda de movimento de mais de 70% com relação ao ano de 2006 e não sei mais o que fazer. A locadora está localizada numa cidade com mais de 40 mil habitantes. Faço locações via web, tenho delivery, uma carteira enorme de clientes e já fiz diversas tentativas de trazê-los de volta para a loja, mas nenhuma ação até hoje trouxe resultado. Estamos cobrando R$ 5 pela locação de DVD, entregamos e buscamos em domicílio, e não temos como reajustar o preço, que é o mesmo praticado desde 2004. Já fizemos inúmeras promoções, até com pacotes de cinco filmes por R$ 10, e mesmo assim, passados os primeiros meses, o movimento diminuiu e fomos obrigados a cancelar a promoção. Talvez esteja com miopia administrativa, mas espero contar com a sua ajuda, para clarear algumas opções.
Luís Roberto Fabro Flora – Dracena, SP”

Minha resposta vai ser mais longa do que eu gostaria e receio não ser o portador das melhores notícias para o leitor. As locadoras de vídeos e DVDs tradicionais vêm enfrentando problemas há tempos e, na minha visão, tendem a desaparecer. Não de imediato, é claro. Algumas podem durar até 10 anos, ainda. Principalmente as “de nicho”, ou extremamente bem localizadas, ou que ofereçam um serviço excepcional. Porém, mais cedo ou mais tarde, vão desaparecer.

Com tantos canais de TV a cabo passando bons filmes (ao menos na maioria dos dias), o YouTube, a sofisticação cada vez maior das salas de cinema (agora com assentos marcados e possibilidade do espectador comprar seu ingresso pela internet e imprimi-lo em casa) e tantas outras distrações, a locação de DVD tradicional tinha mesmo que perder espaço.

A sorte dos donos da maioria das locadoras é que a chamada “banda larga” no Brasil ainda é demasiado “estreita”. No dia que tivermos banda larga de verdade e pudermos receber o filme que quisermos, na hora que quisermos, pela internet, não haverá mais nenhum motivo para alguém querer ir a uma loja para alugar um vídeo.

Nos EUA, uma experiência vitoriosa tem sido a da Netflix, uma locadora virtual de DVDs, que, mais que clientes, tem assinantes. O interessado acessa o site da empresa, opta por um dos planos (tendo direito a uns tantos dias de locações gratuitas, para testar o serviço) e faz uma assinatura, passando a pagar um determinado valor mensal (que varia conforme o plano) e tendo direito a receber em casa, pelo correio, uns tantos DVDs por semana (a quantidade depende do plano selecionado).

Você escolhe pela internet, no momento da assinatura, a lista dos filmes que quer assistir, a partir de um catálogo de quase 80.000 títulos. E pode alterar essa lista depois, para adicionar novos filmes a ela. Conforme o plano, a Netflix envia pelo correio um ou mais filmes de cada vez e o cliente pode ficar com cada um deles quantos dias quiser. Para devolver, coloca no envelope já selado que vem junto com o DVD e joga numa caixa de correio. Quando a empresa recebe de volta o lote que enviou a você, despacha o seguinte para sua casa.

Da última vez que consultei o site, o plano de um filme por semana custava algo como US$ 5 mensais. Receber 4 filmes por semana custava menos de US$ 20 por mês. Tem até gente cancelando a assinatura de TV a cabo e trocando pela Netflix. Imagine o estrago que os caras não estão fazendo nas locadoras tradicionais. Tanto que a Blockbuster e o Walmart vêm tentando fazer algo parecido, mas, até onde me informaram, sem a mesma competência da Netflix.

Além disso, alguns milhares de títulos já estão disponíveis online e, conforme seu plano, você pode também assisti-los por streaming. Onde há banda larga de verdade, é como ter em mãos um DVD. É com uma DVDteca de milhares de títulos para escolher e assistir onde quiser, na hora que quiser. Acho que agora você entende porque não acredito muito no futuro das locadoras de DVDs tradicionais.

Por outro lado, caro leitor, já houve algumas tentativas de se criar algo parecido com a Netflix no Brasil e, até agora, nenhuma “pegou” de verdade. E, como já disse antes, com a falta de “largura” em nossas bandas largas, acredito que locadoras como a sua ainda terão alguns anos de sobrevida. Portanto, enquanto pensa com alguma calma em que outro tipo de atividade empresarial poderia desenvolver, trate de extrair do negócio que você tem agora o máximo de resultados que ele pode gerar.

Comece por conversar com o máximo possível de clientes, entendendo o que é que os atrai, quais são seus interesses, seus desejos, suas inquietações, que outros produtos e serviços eles gostariam de encontrar na sua loja. Faça de tudo para ter um atendimento simpático, caloroso, eficiente. Alimente seus clientes com informação. Organize encontros para falar de cinema. Crie um café num canto da loja e passe a vender cafezinhos com algum bolinho ou biscoito especialmente gostoso. Transforme sua loja num local aonde os clientes QUEIRAM ir. Um local onde eles não vão apenas atrás de um DVD, mas de uma experiência agradável e enriquecedora.

Visite as lojas e outros locais que seus clientes consideram agradáveis, onde tendem a ir bastante. Mas vá “com olhos de ver”, tentando entender o que é que faz esses lugares serem atraentes aos olhos da clientela. Copie ou adapte para o seu negócio o que achar que faz sentido.

Forme um “Conselho Consultivo de Clientes”, juntando 5 ou 6 de seus melhores clientes que sejam informados, com boa cabeça e dispostos a ajudar você gratuitamente (ou, vá lá, em troca de uma locação sem custo por mês). Converse com eles uma vez por semana ou quinzena, sobre como fazer da sua loja um lugar onde as pessoas queiram ir, ao qual elas queiram estar associadas.

É fácil fazer o que eu sugiro? De jeito nenhum. Dá trabalho? Com certeza. Dá resultados? Depende do seu mercado, dos seus clientes, da forma como você fizer as coisas, das pessoas que você envolver, do comprometimento delas, etc.

Mas… não custa tentar. No seu lugar, eu tentaria. Afinal, o que você tem a perder?

* Marcelo Cherto é CEO da GrowBiz – grow your business, sócio da Franchise Store e da MD Comunicação e membro da Academia Brasileira de Marketing e integrante do Conselho Consultivo da Endeavor Global (N.York).


Dos computadores para os grelhados

08/06/2009

Confira um trecho da reportagem publicada na Revista Veja desta semana. João Boer, é um dos destaques da reportagem. Boer adquiriu sua franquia na Franchise Store e é o primeiro franqueado do Griletto em São Paulo.

O economista João Böer, 44 anos, desesperou-se quando soube que perderia seu emprego como diretor de vendas da Oracle, multinacional de tecnologia em que trabalhava havia uma década. “Só conseguia pensar em arranjar um emprego parecido, mas o telefone da minha casa não tocava”, conta. Em meio à crise e sem enxergarjoao_boer uma saída a curto prazo, Böer tomou uma difícil decisão: ele, que jamais havia pensado em ter o próprio negócio, resolveu investir algo como 500 000 reais num restaurante de grelhados em São Paulo. Isso depois de analisar dezenas de possibilidades. “Comida está dando dinheiro”, diz o economista, que já entendia o suficiente de finanças para montar uma empresa – mas nada de comida. “Fiz um curso para aprender, literalmente, o feijão com arroz.”

Onde ele acertou: optou por abrir sua empresa num dos setores que mais crescem no país – o de alimentação.

Onde ele errou: dispensou um processo seletivo mais demorado e já precisou trocar três dos 22 funcionários.